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terça-feira, 24 de maio de 2011

"A fraternidade é uma das mais belas invenções da Hipocrisia Social" (Gustave Flaubert)

Quem nunca mentiu sutilmente para conseguir algo?
Quem já não tornou um segredo de 2 ou 3 público para benefício próprio?
A hipocrisia vive connosco no dia-a-dia, em todos os cantos e por vezes tão súbtil que nem os seus proprietários a percebem.
A sociedade torna-se cada vez mais um espectáculo de hipocrisia humana. Pessoas que olham os seus vizinhos para lhes desejar um bom dia da janela ou será que simplesmente foram observar a luz do sol que ilumina o seu quarto ou a sua sala, enfim pessoas são pessoas em qualquer lugar do mundo, mas o que seriam dos mesmos se não tivessem esses momentos de hipocrisia datada nos seus calendários e acções do dia-a-dia.
Porque existem pessoas que doam 1 alimento, roupa, brinquedo ou até mesmo o mais importante, seu sentimento ao próximo, somente em uma data ou em um evento especial festejado pela sociedade ?!
Temos de ser mais humanos, não basta dar apenas uma vez porque se justifica, porque fica bem.
Temos de crescer com a alma e com a vida, procurarmos ser mais solidários para entendermos a visão do amor fraternal e harmônico.
Temos de deixar de pensar em "TER" e lutar pelo "SER" mais amável, amigo e levar a vida sempre com um sorriso.
A generosidade e a fraternidade não depende de onde nascemos , mas do que nos tornamos com o decorrer do tempo.
As pessoas estão cada vez mais hipócritas e mediocres, corrompem-se, deixam de ser pessoas que valham a pena, têm atitudes egoístas que às vezes nos atingem, e todas elas não fazem nada para serem fiferentes.
A hipocrisia do ser humano é uma "arma" utilizada por todos.
Quem ousar admitir que nunca usou dela é o verdadeiro hipócrita!
Aquele que diz te amar e realiza os actos mais ordinários da sua vida, fora da sua vista. Aquele que adora demonstrar a devoção por alguém e faz de tudo para que o mesmo permaneça afastado. Aquele que te descreve positivamente numa lista mas na verdade imagina tudo ao contrário e deseja que fiques na lista negra.
O fingimento é nato do ser humano, no entanto a hipocrisia não é e nunca será bem utilizada por todos nós.
A hipocrisia na sociedade deve ser superficial, não ri muito para ninguém nem dizer muito que o ama,se não banaliza.
A tática é ser amigável, mesmo querendo estrangular, conter sentimentos é o principal obstáculo.
O ambiente adulto funciona assim e as suas relações, contudo a hipocrisia é uma característica hereditária comum, todos temos, o importante é saber usá-la de forma inteligente.
Em todos os lugares encontramos aquele tipo de pessoa que se julga melhor que os outros, que se julga superior aquilo que realmente merece, simplesmente pelo prazer de aparecer ou por questões de soberba.
Uns acusam outros de mentirosos, mas escondem-se por trás da capa da meia-verdade; outros denigrem a imagem de alguns; pois só eles é que são perfeitos; vários outros aplaudem, sem conhecimento da causa naquela de "eu não quero saber quem morreu, eu quero é chorar ".
As acusações, as críticas e as ironias percorrem por meio de contos e ditos, nos corredores, email, comentários, telefonemas,etc.
Pergunto o que lucram as pessoas com essas atitudes?
Porque não se olham primeiramente ao espelho antes de atirarem as pedras?
Por que não gastam o tempo com coisas mais construtivas em vez de dedicar a essas mesquinhices ?
Será que a hipocrisia humana tem limites?
Sinceramente confirmo que a mente humana é um poço profundo e todos os sentimentos e pensamentos estão lá submersos, as pessoas não têm limites para pensar e falar, insitem no preconceito, no negativismo em relação ao outro.
Vamos continuar a lutar, não desistindo porque não somos melhor nem pior do que ninguém!

Pequenos Grandes Sentimentos

De entre inúmeros sentimentos vou falar-vos um pouco sobre o sentimento materno. Este sentimento que a tantos homens suscita ciúmes, mas que nada o justifica pois o amor de Mãe é diferente do amor que existe e que se sente entre um Homem e uma Mulher.
O sentimento materno começa a nascer com maior intensidade no início de uma gravidez, e ao longo desses 9 meses absorve todas as nossas acções.
Após a nascença do filho, a mulher apercebe-se, que sem ter tirado um curso ou uma formação, consegue compreender e absorver muitas situações, consoante a necessidade do seu pequeno ser.
A mulher cresce e aprende com o seu filho a cada passo do seu crecimento, tornando-se a cada dia maior o seu conhecimento.
A força que temos dentro de nós, como mãe, é enorme e o amor maternal é incondicional, somos capazes do impossível e vamos alimentando a nossa energia onde já nada existe, mas acreditamos porque estamos iluminados pela luz dos olhos de uma criança.

Em 2003, já era mãe há quase 2 anos, de uma menina, mas na altura tinha terminado o Curso de Auxiliar de Apoio Educativo à Criança, e teria de fazer um estágio. Pedi para levar a minha filha, ela  iria ficar no berçário e eu na salinha dos 2 anos.
Durante 2 semanas quando lá chegava, tinha de a deixar no andar de cima,  a minha pequenina agarrava-se à cancelinha e chorava, sempre a chamar por mim; com aquela vozinha: "Oh mãe! Mãe ....", e eu lá em baixo não podia abandonar o que estava a fazer , estava com os olhos cheios de lágrimas e o coração apertado....mas estava ali com 15 meninos na esperança que ela um dia se acalmasse. Momentos que me marcaram, a dor que sentia, mas eu sabia que ela estava bem, ninguém a maltratava , ela via-me várias vezes: ao almoço, ao adormecer na sesta, ao lanche, e com o tempo foi-se habituando, mas no início foi muito complicado conjugar a profissão com o ser mãe e não desejo a ninguéma dor que me apertava no peito.
O meu coração finalmente estaria calmo e a minha moreninha aprendera a gostar do seu novo "lar".

Em 2007, vivi outro momento marcante como mãe; relacionado com o meu 2º filho, que na altura tinha 2 aninhos. Quando engravidei ainda trabalhei 8 meses depois entretanto como já tinha 3 contratos a prazo, ou passava a efectiva ou vinha embora, e é claro que a solução foi mandar a gravida embora.
Como consequência passei 2 anos a criar o meu filhote 24h por dia, e era o meu mais que tudo.
Havia imensa cumplicidade, havia magia, eramos só nós os dois .....
Recebi uma proposta e como o desemprego não iria durar sempre aceitei.
Iniciei actividade profissional dia 1 de Outubro de 2007, e passados 15 dias, reclamaram da presença do meu filho, então encostaram-me à parede, e tinha apenas 1 dia para arranjar onde o deixar.
Por indicação de um familiar, deixei-o numa senhora que tomava conta de muitas crianças de várias faixas etárias e fui trabalhar lavada em lágrimas, e não há no mundo palavras para descrever o que senti quando me tive de separar do meu filho.
E ainda há neste mundo pessoas que desconhecem este amor e conseguem nos atingir friamente com tentativas de hipocrisia!?
Quem desconhece o sentimento maternal não saberá reconhecer o amor que une uma mãe e um filho!

Este desabafo escrevi dia 24/11/2010 às 15.45h