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terça-feira, 24 de maio de 2011

Pequenos Grandes Sentimentos

De entre inúmeros sentimentos vou falar-vos um pouco sobre o sentimento materno. Este sentimento que a tantos homens suscita ciúmes, mas que nada o justifica pois o amor de Mãe é diferente do amor que existe e que se sente entre um Homem e uma Mulher.
O sentimento materno começa a nascer com maior intensidade no início de uma gravidez, e ao longo desses 9 meses absorve todas as nossas acções.
Após a nascença do filho, a mulher apercebe-se, que sem ter tirado um curso ou uma formação, consegue compreender e absorver muitas situações, consoante a necessidade do seu pequeno ser.
A mulher cresce e aprende com o seu filho a cada passo do seu crecimento, tornando-se a cada dia maior o seu conhecimento.
A força que temos dentro de nós, como mãe, é enorme e o amor maternal é incondicional, somos capazes do impossível e vamos alimentando a nossa energia onde já nada existe, mas acreditamos porque estamos iluminados pela luz dos olhos de uma criança.

Em 2003, já era mãe há quase 2 anos, de uma menina, mas na altura tinha terminado o Curso de Auxiliar de Apoio Educativo à Criança, e teria de fazer um estágio. Pedi para levar a minha filha, ela  iria ficar no berçário e eu na salinha dos 2 anos.
Durante 2 semanas quando lá chegava, tinha de a deixar no andar de cima,  a minha pequenina agarrava-se à cancelinha e chorava, sempre a chamar por mim; com aquela vozinha: "Oh mãe! Mãe ....", e eu lá em baixo não podia abandonar o que estava a fazer , estava com os olhos cheios de lágrimas e o coração apertado....mas estava ali com 15 meninos na esperança que ela um dia se acalmasse. Momentos que me marcaram, a dor que sentia, mas eu sabia que ela estava bem, ninguém a maltratava , ela via-me várias vezes: ao almoço, ao adormecer na sesta, ao lanche, e com o tempo foi-se habituando, mas no início foi muito complicado conjugar a profissão com o ser mãe e não desejo a ninguéma dor que me apertava no peito.
O meu coração finalmente estaria calmo e a minha moreninha aprendera a gostar do seu novo "lar".

Em 2007, vivi outro momento marcante como mãe; relacionado com o meu 2º filho, que na altura tinha 2 aninhos. Quando engravidei ainda trabalhei 8 meses depois entretanto como já tinha 3 contratos a prazo, ou passava a efectiva ou vinha embora, e é claro que a solução foi mandar a gravida embora.
Como consequência passei 2 anos a criar o meu filhote 24h por dia, e era o meu mais que tudo.
Havia imensa cumplicidade, havia magia, eramos só nós os dois .....
Recebi uma proposta e como o desemprego não iria durar sempre aceitei.
Iniciei actividade profissional dia 1 de Outubro de 2007, e passados 15 dias, reclamaram da presença do meu filho, então encostaram-me à parede, e tinha apenas 1 dia para arranjar onde o deixar.
Por indicação de um familiar, deixei-o numa senhora que tomava conta de muitas crianças de várias faixas etárias e fui trabalhar lavada em lágrimas, e não há no mundo palavras para descrever o que senti quando me tive de separar do meu filho.
E ainda há neste mundo pessoas que desconhecem este amor e conseguem nos atingir friamente com tentativas de hipocrisia!?
Quem desconhece o sentimento maternal não saberá reconhecer o amor que une uma mãe e um filho!

Este desabafo escrevi dia 24/11/2010 às 15.45h

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